Eu sou como uma reta, não qualquer uma e sim uma paralela. Reta essa que sozinha segue sua vida, sua existência, reta que sempre anda lado a lado com as outras, mas nunca se mistura.
Alguns podem até me chamar de sem coração por isso, ou ainda me ver como alguém dura demais para se mostrar assim, poderia dizer que não sou, e digo, não sou, apenas sou alguém descobrindo o próprio caminho e querendo aproveitá-lo ao máximo, alguém que ao menos uma vez está se importando com os próprios sonhos e quer conquistá-los.
Vejo o amor como algo bom, na verdade ótimo, entretanto vejo a paixão como um sentimento pra depois, não quero me machucar, nem machucar ninguém, não quero ser cativada e depois dizer adeus, quero viver e aproveitar cada segundo disso que está acontecendo agora e "por sabedoria entendo a arte de tornar a vida mais agradável e feliz possível"(Arthur Schopenhauer) e no momento apenas quero me conhecer, ficar paralela e por um tempo assim viver.
Se isso vai acontecer? Talvez sim, talvez não e não estou nem um pouco preocupada com isso, mas pense numa coisa, pense nos trilhos do trem, sempre paralelos, duas retas, que por sabedoria não se cruzam, continue pensando nelas e olhe para o horizonte, lá elas estarão juntas.
PS.: Não achei imagem para descrever de forma perfeita o que quis dizer, até ia desenhar, porém acho que sua imaginação é melhor que meus desenhos.








